Inconfidência Mineira


Minas Gerais é o maior estado da Região Sudeste e o segundo mais industrializado do Brasil. A partir dos anos 90, centenas de novas indústrias se instalam no estado, atraídas pelos incentivos fiscais do governo e pela facilidade de escoamento dos produtos para o resto do país.

No estado, há uma grande concentração de empresas de autopeças, em decorrência de ali estarem inúmeras montadoras de automóveis.

Minas Gerais também é um grande produtor de móveis e de minérios, como ferro, ouro, cimento e aço.

Agropecuária

De Minas Gerais sai a metade de toda a safra brasileira de café. Também está entre os maiores fornecedores de feijão, milho e frutas, especialmente o abacaxi. O estado tem o segundo maior rebanho do país, atrás apenas de Mato Grosso do Sul, sendo um grande produtor de carne bovina e de frango.

Cidades Históricas

Além das estâncias hidrominerais, como Poços de Caldas, Lambari, São Lourenço e Caxambu, o patrimônio mineiro de arquitetura e arte colonial é grande atração turística do estado. As cidades históricas recebem milhares de pessoas de todo o Brasil, que se dirigem a Ouro Preto, Tiradentes, Mariana, São João Del Rei e Diamantina, para apreciar a arte nascida da prosperidade do século XVIII, decorrente da extração de ouro na região.  As cidades de Ouro Preto e Diamantina são consideradas patrimônio histórico da humanidade, tombadas pela Unesco, em 1980 e 1999, respectivamente.

Fatos Históricos

Antes de se chamar Minas Gerais, o estado teve outros nomes: Campos de Cataguás, Capitania de Minas Gerais e Província de Minas Gerais. Os bandeirantes paulistas foram os descobridores das primeiras jazidas do estado, no final do século XVII. Rica em diamante e lavras de ouro, a região foi palco de grandes conflitos, quer pelo direito de exploração das minas, quer pela cobrança excessiva de impostos, por parte da Coroa portuguesa. Em 1708, ocorreu a Guerra dos Emboabas, entre comerciantes portugueses e brasileiros e os mineradores paulistas, que já estavam explorando a região mineradora. O Levante de Vila Rica, em 1720, foi um movimento de revolta do povo, devido à cobrança do quinto do ouro, uma pesada taxa que recaía sobre o trabalho de mineração.

Apesar dos conflitos, a economia baseada na extração de minérios trouxe muita prosperidade para a sociedade mineira. Quando a mineração entrou em declínio, Minas Gerais devia altos impostos para a Coroa. Essa situação acabou gerando descontentamento e desejos da população em romper com Portugal, a fim de tornar a colônia uma nação livre e independente. Um desses movimentos, a Inconfidência Mineira, teve a participação de intelectuais, mineradores, militares e pessoas ligadas à produção agrícola. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, um dos inconfidentes, foi enforcado e esquartejado, depois de assumir toda a culpa pelo movimento, livrando, assim, seus companheiros de ideal libertário.

A cultura do café ajudou Minas Gerais a se recuperar após a proclamação da independência do Brasil. Tanto no império, quanto no período republicano, o estado tem participação decisiva na vida política do país, aliando-se a São Paulo em muitos momentos importantes.
Os incentivos fiscais dos governos federal e estadual, a partir dos anos 70, impulsionaram o crescimento industrial do estado. No entanto, Minas Gerais ainda convive com o desequilíbrio social, uma vez que possui uma das áreas mais pobres do país, numa região, ao norte do estado, castigada pela seca.

No século XVIII, a ascensão da economia mineradora trouxe um intenso processo de criação de centros urbanos pela colônia acompanhada pela formação de camadas sociais intermediárias. Os filhos das elites mineradoras, buscando concluir sua formação educacional, eram enviados para os principais centros universitários europeus. Nessa época, os ideais de igualdade e liberdade do pensamento iluminista espalhavam-se nos meios intelectuais da Europa.
Na segunda metade do século XVIII, a economia mineradora dava seus primeiros sinais claros de enfraquecimento. O problema do contrabando, o escasseamento das reservas auríferas e a profunda dependência econômica fizeram com que Portugal aumentasse os impostos e a fiscalização sobre as atividades empreendidas na colônia. Entre outras medidas, as cem arrobas de ouro anuais configuravam uma nova modalidade de cobrança que tentava garantir os lucros lusitanos.

No entanto, com o progressivo desaparecimento das regiões auríferas, os colonos tinham grandes dificuldades em cumprir a exigência estabelecida. Portugal, inconformado com a diminuição dos lucros, resolveu empreender um novo imposto: a derrama. Sua cobrança serviria para complementar os valores das dívidas que os mineradores acumulavam junto à Coroa. Sua arrecadação era feita pelo confisco de bens e propriedades que pudessem ser de interesse da Coroa.

Esse imposto era extremamente impopular, pois muitos colonos consideravam sua prática extremamente abusiva. Com isso, as elites intelectuais e econômicas da economia mineradora, influenciadas pelo iluminismo, começaram a se articular em oposição à dominação portuguesa. No ano de 1789, um grupo de poetas, profissionais liberais, mineradores e fazendeiros tramavam tomar controle de Minas Gerais. O plano seria colocado em prática em fevereiro de 1789, data marcada para a cobrança da derrama.
Aproveitando da agitação contra a cobrança do imposto, os inconfidentes contaram com a mobilização popular para alcançarem seus objetivos. Entre os inconfidentes estavam poetas como Claudio Manoel da Costa e Tomas Antonio Gonzaga; os padres Carlos Correia de Toledo, o coronel Joaquim Silvério dos Reis; e o alferes Tiradentes, um dos poucos participantes de origem popular dessa rebelião. Eles iriam proclamar a independência e a proclamação de uma república na região de Minas.

Com a aproximação da cobrança metropolitana, as reuniões e expectativas em torno da inconfidência tornavam-se cada vez mais intensas. Chegada a data da derrama, sua cobrança fora revogada pelas autoridades lusitanas. Nesse meio tempo, as autoridades metropolitanas estabeleceram um inquérito para apurar uma denúncia sobre a insurreição na região de Minas. Através da delação de Joaquim Silvério dos Reis, que denunciou seus companheiros pelo perdão de suas dívidas, várias pessoas foram presas pelas autoridades de Portugal.

Tratando-se de um movimento composto por influentes integrantes das elites, alguns poucos denunciados foram condenados à prisão e ao degredo na África. O único a assumir as responsabilidades pela trama foi Tiradentes. Para reprimir outras possíveis revoltas, Portugal decretou o enforcamento e o esquartejamento do inconfidente de origem menos abastada. Seu corpo foi exposto nas vias que davam acesso a Minas Gerais. Era o fim da Inconfidência Mineira.
Mesmo tendo caráter separatista, os inconfidentes impunham limites ao seu projeto. Não pretendiam dar fim à escravidão africana e não possuíam algum tipo de ideal que lutasse pela independência da “nação brasileira”. Dessa forma, podemos ver que a inconfidência foi um movimento restrito e incapaz de articular algum tipo de mobilização que definitivamente desse fim à exploração colonial lusitana.
Foi um dos mais importantes movimentos sociais da História do Brasil. Significou a luta do povo brasileiro pela liberdade, contra a opressão do governo português no período colonial.
No final do século XVIII, o Brasil ainda era colônia de Portugal e sofria com os abusos políticos e com a cobrança de altas taxas e impostos. Além disso, a metrópole havia decretado uma série de leis que prejudicavam o desenvolvimento industrial e comercial do Brasil. No ano de 1785, por exemplo, Portugal decretou uma lei que proibia o funcionamento de indústrias fabris em território brasileiro.

Causas

Neste  período, era grande a extração de ouro, principalmente na região de Minas Gerais. Os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, vinte por cento de todo ouro encontrado acabava nos cofres portugueses. Aqueles que eram pegos com ouro “ilegal” (sem  ter pagado o imposto”) sofria duras penas, podendo até ser degredado (enviado a força para o território africano).
Com a grande exploração, o ouro começou a diminuir nas minas. Mesmo assim as autoridades portuguesas não diminuíam as cobranças. Nesta época, Portugal criou a Derrama. Esta funcionava da seguinte forma: cada região de exploração de ouro deveria pagar 100 arrobas de ouro (1500 quilos) por ano para a metrópole. Quando a região não conseguia cumprir estas exigências, soldados da coroa entravam nas casas das famílias para retirarem os pertences até completar o valor devido.
Todas estas atitudes foram provocando uma insatisfação muito grande no povo e, principalmente, nos fazendeiros rurais e donos de minas que queriam pagar menos impostos e ter mais participação na vida política do país. Alguns membros da elite brasileira (intelectuais, fazendeiros, militares e donos de minas), influenciados pela idéias de liberdade que vinham do iluminismo europeu, começaram a se reunir para buscar uma solução definitiva para o problema: a conquista da independência do Brasil.

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