Piadas de Mineiro


Dinhero, muié e …

Um pesquisador fez um levantamento a nível nacional para saber as coisas que o homem brasileiro mais gostava. Em todos os cantos do país a resposta era uma só:
– Dinheiro e mulher!
Em todos os estados os homens respondiam de pronto:
– Dinheiro e mulher!
Quase ao final da pesquisa, ele encontrou um mineirinho do interior sentado de cócoras a beira da estrada pitando um cigarro de palha:
– Bom dia.
O mineirinho deu uma tragada, cuspiu de lado e respondeu:
– Dia, sô!
– Estou fazendo uma pesquisa para saber as coisas que o homem brasileiro mais gosta.
O senhor pode me responder?
O mineirinho deu mais uma tragada e mais uma cuspida:
– Uai, sô. As coisa que o homi mais gosta é de “dinhero, de muié e do bicho de pé”.
O pesquisador, estranhando a inclusão do item “bicho de pé” na resposta, perguntou:
– Olha, todo mundo falou dinheiro e mulher. Mas, e bicho de pé?
Mais uma tragada e mais uma cuspidinha, o mineirinho retrucou:
– Uai, sô. Que qui adianta nóis tê dinheiro e muié se o “bicho” não tivé de pé?

O mineiro e a lâmpada

Um mineiro estava andando na rua quando encontrou uma lâmpada. Esfregou e dela saiu um gênio.
– O senhor pode fazer três pedidos.
O mineiro nem pensou e foi logo dizendo:
– Eu queria um queijim.
O gênio achou estranho, mas atendeu, e em seguida falou:
– Segundo pedido.
O mineiro disse:
– Eu queria mais um queijim.
E o gênio, achando mais estranho ainda:
– Terceiro pedido.
O mineiro:
– Agora eu queria uma muié daquelas bem bunitona.
Dias depois o mineiro achou de novo a lâmpada na rua. O mesmo gênio saiu:
– Oh! que surpresa! Você de novo! Pode fazer mais três pedidos. Mas antes, me diz uma coisa … porque da outra vez você pediu duas vezes queijo e depois uma mulher?
– Óia sô gênio, é que eu fiquei com vergonha de pedir mais outro queijim!

Esperteza do mineiro

O mineirinho chega no ponto do ônibus e encontra o compadre, com o qual havia combinado uma pescaria…
– Ô cumpadre, prá mode que cê tá levando esses dois emborná?
– Ah, cumpade, é que eu tô levando uma pinguinha!
– Mais nóis num tinha combinado que não ia mais bêbê, cumpadre?
– Combinamo sim, cumpadre. Mas sabe o que é….? E se di repente nóis tá pescando, e aparece uma cobra e pica um de nóis dois. Daí nóis passa pinga onde a cobra mordeu e toma um gole pra aliviá a dor.
– Tá bão, cumpadre, ocê me convenceu. Mais vem cá, e no outro emborná, o que cê tá levando?
– É a cobra, cumpadre! Pode ser que lá num tenha, né …

Saudade do pão de queijo… Tá lá o velho mineiro morrendo. De repente, ele chama o filho e diz:
– Meu filho, tô sentindo um cheiro de pão de queijo…
– Mas é pão de queijo mesmo pai.
– É sua mãe que tá fazendo, filho?
– É, pai.
– Ah, meu filho, ninguém faz um pão de queijo melhor no mundo. Que cheirinho bom, meu Deus. Que saudade me dá, meu Deus. Vai lá na cozinha, meu filho, vai. Vai lá e traz uns pães de queijim pra mim.
– To indo, meu pai.
Uns minutos depois, e o rapazinho volta sem pão de queijo.
– Cadê, meu filho?
– Mamãe não quis dar.
– Por quê?
– Ela disse que são pro velório.

Mineiro no cartório

O caipira entra no cartório para registrar o filho:
– Qual o nome da criança? Pergunta a atendente
– Ebatata de Souza!
– Ebatata?
– Sim sinhô! Ebatata de Souza!
– Desculpe-me, senhor! Mas com esse nome eu não posso registrá-lo. – Caus de que?
– Porque Ebatata não é nome de gente! Aliás de onde o senhor tirou esse nome esquisito?
– É que eu sou plantadô de batatas!
– E daí?
– Daí que o meu cumpadre que é plantadô de milho colocou o nome do filho dele de Emilho e ninguém aporrinhou ele!

Afogando as máguas

O compadre encosta o amigo na parede:
– Cumpadi Tonhão, prá mode que ocê bebe tanto, hômi?
– Ah, cumpadi… é pra afogá as mágoas. Ic!
– E ocê consegue afogá elas?
– Nada, cumpadi… as marditas… sabe nadar!

Traição de Mineiro

Carzeduardo, sua muié tá traino ocê, sô!
Foi assim que começou o papo do Toinzim com o amigo, cheio de dedos para dar a triste notícia. Carlos Eduardo engole em seco, dá uma respirada profunda e, como marido é o último a acreditar, duvida.
– Magina, sô! Ela é muié séria, num faz isso não!…
– Pois né não, sô! E sabe com quem é? É cu’Ocride… Seu cumpade. Cê sai pra trabaiá, ele chega, ela fecha a casa e os dois fica funzungano duas, treis hora!…
– Num pode, Toinzim, ela num tem corage prisso não!
– Pois tem, Carzeduardo! Fica de butuca quiocê vai vê a pocavergonha dos dois!
Aí o Carlos não teve outra solução a não ser montar guarda. Fez que foi, mas não foi e ficou dentro do guarda-roupa, de butuca, vendo o movimento pelo buraco da porta empenada.
– Ahhh, Toinzim! Cê nem magina cumé qui foi feia a coisa, sô! Que trem triste, nó!!! Niqui ele tirô a brusa dela, os peito caiu e apareceu a cabilera nos suvaco!… Tirô a carcinha carçona, caiu a barriga e a bunda dispencô. Tiro as meia, apareceu a cabilera das perna c’aquele monte de variz nas coxa… Toinzim, foi o maior vexame qu’ieu já passei, sô! Lá de den’do guarda-roupa, recurso foi tapá o zóio cu’as mão pra num vê mais aquelas coisa escandalosa… Ai, Toinzim, qui vergonha eu tô do cumpade Ocride, sô!!!…

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